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32 anos: servidores contam história do Hospital Universitário do Oeste

Postado em 31 de maio de 2021 por

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O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) completa 32 anos neste dia 31 de maio de 2021, mas a atuação da instituição inicia ainda na década de 70, e é marcada por muitas dificuldades e superações. Nesse aniversário, quem conta essa história são servidores, que passaram por diversos momentos dessa trajetória, e que inclusive ingressaram no hospital nos primeiros plantões.

“Eram poucos médicos no início. Eu acabei no primeiro plantão, no pronto-socorro e na UTI para começar”, conta o médico cardiologista, José Fernando Martins.

As dificuldades eram muitas, de acordo com os servidores, como a falta de funcionários e até de mesmo medicamentos. “Não tinha enfermeira em cada setor e nem mesmo médicos. Era complicado ter que chamá-los em outras unidades”, diz a técnica de Enfermagem, Jeni Hotz.

“Também passamos por momentos de falta de materiais, falta de medicamentos. Lembro que às vezes não havia nem mesmo dipirona para administrar nos pacientes. Foram momentos de muita dificuldade”, conta a enfermeira Nelsi Stormoski Ferreira.

E não apenas as equipes de assistência enfrentaram momentos críticos. Francisca Beatriz, hoje aposentada e que já atuou nos setores da lavanderia, costura, cozinha e apoio, relata que o trabalho fora do horário era essencial para garantir o atendimento. “Os motoristas vinham até mesmo me buscar à noite ou no fim de semana de folga. O hospital não para”, diz.

TRANSFORMAÇÃO – O Hospital Regional, na época tinha, uma grande demanda de atendimentos na região. Eram 180 leitos, quando foi inaugurado em 31 de maio de 1989, e mesmo enfrentando dificuldades se expandiu e tornou-se referência. “Antes da inauguração achavam que era um hospital muito caro para ser tocado, precisámos mostrar a viabilidade do hospital para região”, enfatiza José Fernando, que também foi diretor da instituição na época em que foi realizada a transformação do Hospital Regional de Cascavel para Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop).

“Não caberia continuar como Hospital Regional, pois os hospitais universitários tinham mais investimentos. Então lutamos por isso, para agregar o curso de Medicina e outros cursos da saúde. Foi uma luta que valeu à pena”, enfatiza o médico.

E quem viu essa transformação comenta que os resultados foram muito positivos. “O atendimento na época em que era regional era bom, mas como universitário ficou ainda melhor. Fficou mais especializado e os residentes dão um grande suporte para o atendimento de toda a região. Tenho muito orgulho e satisfação de ainda estar aqui”, afirma a auxiliar administrativa, Genilda Fátima de Souza Baroni.

INAUGURAÇÃO – Antes da inauguração do Hospital Regional de Cascavel, proposto na década de 70, houve diversos impasses que inviabilizaram a entrega da obra. Em 1975, iniciou o projeto técnico e arquitetônico, quando então, em 1977, iniciaram as obras, com objetivo de atender às necessidades da área de influência da Usina de Itaipu. A obra foi interrompida em 1982, quando houve discussões para transformação do projeto em uma unidade de psiquiatria. Foi apenas em 1987 que aconteceu a retomadas das obras do Hospital Regional de Cascavel, inaugurado no dia 31 de maio de 1989.

NÚMEROS – O Huop conta hoje com 279 leitos hospitalares e é referência no atendimento da macrorregião, que abrange cerca de 2 milhões de habitantes. O número de atendimento mais expressivo é do pronto-socorro. A média mensal da unidade é de 800 pacientes. Com relação às cirurgias, a média aponta 370 mensais no Centro Cirúrgico, e no Centro Obstétrico, 350 partos mensais.

Contemplando o atendimento, são mais de 70 mil exames por mês no laboratório e 6 mil no Centro de Imagens. O Huop ainda tem o atendimento assistencial no ambulatório. São mais de 45 especialidades e 3 mil atendimentos mensais.

O hospital hoje é referência no atendimento em alta complexidade em diversas áreas, como Ortopedia, Neurologia, Buco-maxilo-facial, serviço de hemodinâmica, doenças vasculares, gestação de alto risco, pacientes com HIV e doação de órgãos. “Não existe como pensar na saúde pública da nossa região sem o Huop. Ele desempenha um papel muito importante no atendimento da região, e não tenho dúvidas que deve crescer e contribuir ainda mais como um grande hospital de ensino e assistência de excelência”, afirma o reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Alexandre Webber.

O diretor-geral do Huop, Rafael Muniz de Oliveira, também ressalta a evolução do hospital e a qualidade do atendimento. “Sempre tem coisas novas para se pensar, adequar e expandir, e com toda certeza todos aqui dentro prezamos por um bom atendimento. O Huop não para e tem muito a contribuir para a população de toda região”, diz.

COVID-19 – A pandemia ainda não acabou e o Huop hoje é referência para atendimento de pacientes com Covid-19. A abertura dos leitos, exclusivos para esse atendimento, começou em março de 2020, e de forma gradativa chegou a 70 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Já são mais de 1,2 mil pacientes atendidos nesse um ano de pandemia.

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