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Data Publicacao:    2021-04-29 15:02:20

A taxa de transmissão comunitária de vírus respiratórios no país está “extremamente” alta em 83 das 118 macrorregiões de saúde em que o país é dividido. Em outras 19, está muito alta, em 13 está alta. É o que apontam novos dados compilados pelo sistema InfoGripe, que reporta os casos de internação por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país.

Desde o ano passado, o indicador do InfoGripe acompanha os casos de covid-19, já que, entre os pacientes testados e com resultado positivo para vírus respiratórios, 96,1% constataram SARS-CoV-2 em 2021. No ano passado, foram 98% dos casos positivos para o novo coronavírus. O boletim divulgado hoje (17) se refere a dados inseridos no sistema até o dia 14 de junho e referentes à semana epidemiológica 23, de 6 a 12 de junho.

Os dados da transmissibilidade mostram que apenas no interior do Nordeste, nos estados do Amazonas e de Roraima, em parte do Pará e do Mato Grosso a situação não está em vermelho. Isso significa que a maior parte do país registrou 10 casos ou mais de SRAG por 100 mil habitantes na última semana.

Em sua conta no Twitter, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, destacou que os dados servem de alerta para “reforçar que não basta estar em queda no número de casos de covid-19, é preciso manter por tempo suficiente para chegar num patamar aceitável”.

Probabilidade de queda

Na estimativa, o boletim aponta para uma tendência geral de queda no longo prazo. No mapa, aparecem com probabilidade de crescimento das internações por SRAG os estados do Acre, Amazonas, Goiás e o Distrito Federal. A estabilidade deve ocorrer no Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso e Santa Catarina. Os demais estados estão com probabilidade de queda.

Os óbitos relacionados à SRAG estão com dados semanais na zona de risco e com ocorrência de casos “muito alta”. Entre os pacientes que morreram e tiveram um resultado positivo para teste laboratorial, 99% acusaram SARS-CoV-2.

O boletim traz, ainda, um alerta para outras doenças respiratórias, já que foi verificado um aumento de SRAG decorrente de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e do rinovírus. Nas conclusões, os especialistas destacam que os valores semanais de internação ainda estão muito altos, assim como a transmissibilidade.

O número de crianças brasileiras de 5 a 13 anos de idade que sofreram acidentes graves enquanto desempenhavam alguma atividade que pode ser classificada como trabalho infantil aumentou em 30% entre 2019 e 2020.

Dados atualizados do Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil, divulgados hoje (17), apontam que as ocorrências registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, saltaram de 83, em 2019, para 108 notificações em 2020.

O resultado do ano passado é o pior registrado desde 2007, superando as 104 notificações de 2011.

O mais preocupante, na avaliação de especialistas, é que o resultado não representa a real dimensão do problema, já que a subnotificação é um dos aspectos inerentes ao trabalho infantil, destacou o subsecretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria de Pesquisa e Análise de Informações do Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador Luis Fabiano de Assis.

“A necessidade de políticas públicas baseadas em evidências é clara. Nosso [do Observatório] objetivo é maximizar a possibilidade de uma decisão de política pública de alocação de recursos, priorização, enfrentamento, combate, prisões, atuação do Estado e da sociedade civil, e de todas estas ações serem efetivas”, disse Assis ao justificar a importância dos dados reunidos pelo projeto conjunto do MPT e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Mais de 30% das denúncias de trabalho infantil que chegam ao conhecimento das autoridades públicas por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100) dizem respeito ao trabalho infantil doméstico. Cerca de 15% tratam do aliciamento de crianças e adolescentes pelo narcotráfico.

Já a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos indica que, entre 2012 e 2018, houve uma média de 6.459 protocolos de denúncias anuais de exploração do trabalho infantil. Em 2019, este número caiu para 4.246. Em 2020, mais uma queda e o registro de 2.371 denúncias.

“É necessária uma avaliação mais profunda. Talvez, tenhamos aqui uma tendência à subnotificação, como está acontecendo em relação aos casos de violência em geral contra crianças e adolescentes, considerando o distanciamento que esta criança teve da escola devido à pandemia”, afirmou o secretário dos Direitos da Criança e Adolescentes, Maurício Cunha.

Jovens

Entre adolescentes de 14 a 17 anos com vínculo empregatício, foram registradas, em 2020, 556 notificações de acidentes de trabalho em geral (e não apenas graves), de acordo com o Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil,. Menos da metade das 1.202 ocorrências de 2019.

Para Assis, contudo, a redução não é resultado de medidas para assegurar a integridade dos aprendizes.

“Com o fechamento de empresas [devido à pandemia], houve uma redução do número de postos de trabalho. Talvez o número destas notificações tenha diminuído devido à redução [dos postos de trabalho em] que os adolescentes se expõem [aos riscos]”, disse o subsecretário, afirmando que, no geral, os resultados compilados pelo observatório em 2020 são piores que os de 2019.

“Não podemos esperar que quase nenhum dos dados tenha melhorado [em 2020] durante a pandemia, com exceção, talvez, dos de acidentes de trabalho [gerais] no setor formal”.

As informações compiladas pelo observatório também revelam que, entre 2012 e 2020, ao menos 46 adolescentes regularmente contratados morreram em consequência de acidentes de trabalho. Três destes óbitos ocorreram em 2020. Um, em 2019. O pior resultado do período, no entanto, ocorreu em 2012, quando 12 adolescentes perderam a vida trabalhando.

Um em cada cinco dos 18,8 mil acidentes envolvendo jovens de 14 a 17 anos com vínculo empregatício entre 2012 e 2020 foi causado por veículos de transporte (21% do total). Em seguida, vem a operação de máquinas e equipamentos (18%), tombos (13%), mobiliário e acessórios (10%), agente químico (9%), ferramentas manuais (8%), quedas de altura (7%), motocicleta (6%), entre outras causas.

Entre as atividades econômicas que mais causaram acidentes entre adolescentes figuravam o comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – hipermercados e supermercados (21%), restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas (9%) e serviços de assistência social sem alojamento (4%).

As informações podem ser consultados na plataforma SmartLab.

Prejuízos

Durante o seminário digital que o MPT realizou esta manhã para apresentar os resultados, o secretário Nacional dos Direitos da Criança e Adolescentes, Maurício Cunha, afirmou que o ingresso precoce no mercado de trabalho de forma indevida, sem acompanhamento, oferece consequências que vão além dos riscos à integridade física.

“Além de reproduzir o ciclo de pobreza familiar, o trabalho infantil prejudica a aprendizagem, quando não a tira [a criança ou o adolescente] da escola e a torna vulnerável, em diversos aspectos, incluindo saúde, exposição à violência, assédio sexual, esforços físicos intensos, acidentes, entre outros. Quanto mais precoce a entrada no mercado de trabalho, menor é a renda obtida ao longo da vida adulta”, comentou o representante do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, afirmando que o trabalho infantil perpetua “os altos níveis de desigualdade social”.

No mesmo sentido, a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa de Oliveira, falou sobre o desafio de o Estado brasileiro oferecer às famílias condições de manter as crianças estudando e em segurança integral “em meio a um cenário nada otimista”.

“Além do desafio de incluir as crianças que já não estavam [matriculadas] nas escolas, temos agora que [resgatar] aquelas que se afastaram em consequência da exclusão digital e das dificuldades familiares. Esta será uma estratégia importante para enfrentarmos o trabalho infantil”, destacou Isa, enfatizando que a pobreza é uma causa estrutural do trabalho infantil que só pode ser enfrentada com políticas de proteção social à população.

“Temos que estabelecer um patamar de compreensão e de consenso de que o trabalho infantil e seu aumento não acontecem por acaso. Isso resulta de decisões políticas, de omissões, que levam e motivam o agravamento desta violação aos direitos humanos e fundamentais de crianças e adolescentes. É necessário exigir a efetiva implementação de políticas públicas [de assistência]”, disse a secretária.

O presidente Jair Bolsonaro revogou mais 305 atos normativos do governo federal, informou a Secretaria-Geral da Presidência nesta quinta-feira (17). A ação, que tem sido chamada de revogaço, tem o objetivo de reduzir o arcabouço legislativo com a extinção de normas que já perderam a eficácia legal. 

A pasta destacou que os 305 decretos revogados foram editados no ano de 1992 e tratam exclusivamente de matérias orçamentárias. 

“Seus efeitos já se exauriram no tempo, pois restritos àquele exercício financeiro. Com a edição deste decreto, o governo federal dá continuidade aos esforços de simplificação do arcabouço jurídico pátrio, facilitando o acesso da sociedade às normas efetivamente válidas”, informou.

Desde o início do governo, em 2019, já foram revogados um total de 44.154 decretos. A meta é completar cinco mil revogações para a ocasião dos mil dias de governo, no segundo semestre.

O presidente Jair Bolsonaro fez um apelo a empresários para segurarem o preço dos alimentos. O pedido ocorreu durante encontro com diversos setores econômicos do estado do Rio, nesta quinta-feira (17). A reunião foi restrita e não pôde ser acompanhada pela imprensa. O relato sobre a fala presidencial foi feito pelo senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ), em coletiva após a reunião.

“Ele passou a mensagem de expectativas boas para o futuro. Fez um apelo ao setor, porque, obviamente, em função dessa grande injeção de recursos na economia, há uma tendência, em todo o mundo, de se aumentar a inflação. Em especial sobre itens de primeira necessidade. Daí fez menção ao setor supermercadista, onde está o arroz, o feijão, o ovo”, disse o senador.

Segundo Flávio Bolsonaro, que falou ao lado do presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro, Fábio Queiroz, o presidente Bolsonaro reconheceu o sacrifício que os supermercadistas já fazem.

“Dentro dessa cadeia produtiva, obviamente, não são os supermercadistas os responsáveis pela alta dos preços. Ele [Bolsonaro] fez esse apelo, se for possível, de reduzir ainda mais, se houver espaço, a margem de lucro. A gente compreende que é uma equação difícil de fechar. Temos que sustentar aqueles que não têm condições, e precisam ter o que comer em suas casas. Em função do aumento da procura, a consequência natural é a elevação dos preços. Ele [o presidente Bolsonaro] demonstrou uma preocupação específica em relação à inflação dos produtos da cesta básica”, relatou o senador.

O presidente da associação dos supermercadistas reconheceu que o setor tem responsabilidade, conjunta com o governo, em segurar os preços. Mas lembrou que o câmbio, que enfraquece o real e fortalece o dólar, acaba fazendo os produtores se interessarem mais pela venda ao mercado externo.

“A alta do dólar é um convite muito grande à exportação e isso dá escassez de mercadoria no mercado interno, o que pressiona a inflação. Temos, todos nós, da cadeia produtiva e do abastecimento, junto com o governo, responsabilidade em segurar os preços”, disse Queiroz.

Os empresários, reunidos em torno do movimento Rio Produtivo, formado por 11 entidades econômicas do estado, apresentaram ao presidente Bolsonaro uma carta com propostas. Entre essas, estão a manutenção do auxílio emergencial à população e às empresas; a aceleração da vacinação para a retomada mais rápida da economia, e investimentos em obras de infraestrutura como rodovias e integração viária dos aeroportos do estado.

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), após analisar o panorama atual da pandemia, decidiu adiar para o dia  1º de agosto a prova do Concurso Vestibular 2021. A seleção seria realizada em 04 de julho.

A medida se deve ao alto índice de ocupação dos leitos nos hospitais do Paraná e ao índice de transmissão, que segue elevado. A situação, lembra a Unioeste, não é diferente no Oeste do Estado, região que abrange pelo menos quatro dos sete locais de prova: Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Maringá e Curitiba).

“Entendemos a ansiedade dos 10.766 inscritos para disputarem uma das 1.230 vagas distribuídas nos 65 cursos oferecidos pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, e ainda ratificamos que essa vontade de que tudo retorne ao mais normal possível também é nossa. Mas a Unioeste, tomando essa decisão, só reforça a preocupação e responsabilidade com todos ao vir a público anunciar essa medida”, diz comunicado da universidade.

Todas as inscrições realizadas estão automaticamente validadas para o novo dia de prova. Não será aberto novo período de inscrição em respeito aos que já passaram pelos processos. Todos os 10.766 inscritos receberam essa informação pelo e-mail cadastrado no processo de inscrição, antes da veiculação nos veículos de comunicação.

Mais informações estão disponíveis no site www.unioeste.br e redes sociais da Unioeste.

A Secretaria de Estado da Saúde apresentou nesta quinta-feira (17) ao Ministério da Saúde a estratégia de rastreio e monitoramento de contatos adotada pelo Paraná com o objetivo de identificar casos da Covid-19. A estratégia compreende para cada caso confirmado o rastreamento de contatos próximos, monitoramento e medidas corretas de isolamento.

O convite para a apresentação partiu da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações, por meio da Câmara Técnica de Vigilância Epidemiológica, Influenza e outros Vírus Respiratórios do Ministério. 

“Desde agosto do ano passado a Secretaria da Saúde vem desenvolvendo e aprimorando a estratégia de rastreio e monitoramento de contatos, visando ampliar as possibilidades de identificação de casos confirmados de Covid-19 junto às 22 Regiões de Saúde e seus municípios”, informa o secretário Beto Preto. “O trabalho é complexo, mas nossos esforços estão voltados para o enfrentamento e contenção da pandemia”.

O evento foi virtual e contou com a participação de equipes técnicas da Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária e o Núcleo de Informática da Secretaria da Saúde.

O projeto apresentado vem sendo realizado em parceria com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) com a finalidade de reduzir o risco de transmissão da Covid-19. Na atual etapa, o projeto prioriza 31 municípios, que são as cidade-sedes da Regionais de Saúde, além do Litoral e quatro das regiões de fronteira do Estado.

“Estamos em contato permanente com os colaboradores designados pela Opas, elaboramos um instrutivo com o passo a passo das atividades compreendidas na estratégia, enviamos testes rápidos por antígeno, além de oxímetros para este trabalho, que compreende para cada caso confirmado o rastreamento de contatos próximos, monitoramento e medidas corretas de isolamento”, explicou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria, Maria Goretti David Lopes.

“Nosso ciclo de trabalho compreende a identificação e monitoramento e isolamento de contatos próximos de casos confirmados de Covid-19, identificar possíveis casos em indivíduos assintomáticos e interromper as cadeias de transmissão, de forma a diminuir o surgimento de casos novos da Covid-19”, complementou.

DIFERENCIAIS – Entre os diferencias da estratégia desenvolvida pelo Paraná está a inclusão imediata da rede de contatos do caso confirmado no Sistema Notifica Covid-19, ferramenta de dados criada pela própria Secretaria da Saúde.

“Então, ao mesmo tempo que confirmamos o caso, já desencadeamos novas investigações e adoções imediatas de medidas de isolamento para evitar a transmissibilidade da doença”, destacou Maria Goretti.

Uma vez identificados, os contatos são monitorados diariamente quanto ao aparecimento de sintomas da Covid-19 por um período de até 14 dias após a data do último contato com o caso suspeito ou confirmado para Covid-19, permanecendo em quarentena por um período de 10 dias após o último contato, se assintomático.

IMPORTÂNCIA – Segundo a diretora, o monitoramento dos contatos é fundamental para a contenção dos casos. “Nossos dados confirmam que 20% dos casos monitorados são assintomáticos, ou seja, as pessoas estavam com a doença e transmitindo o vírus sem ter sintomas”, disse.

As várias estratégias de rastreio e monitoramento desenvolvidas pela Secretaria da Saúde entre 01 de agosto de 2020 a 16 de junho de 2021 registraram 375.474 contatos, sendo que 3.110 foram identificados e confirmados com a doença.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior oficializou na manhã desta quinta-feira (17), em reunião com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, no Palácio Iguaçu, o pedido para que o Paraná passe a ser um centro de emissão de vistos para entrada no país norte-americano. No encontro, foi formalizado, também, um acordo de cooperação mútua com os Estados Unidos.

A intenção, explicou Ratinho Junior, é facilitar a vida dos paranaenses, que não precisariam mais viajar para outros estados para obter o documento, e também aproveitar o crescimento do turismo no Paraná. Atualmente, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre contam com Centros de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASVs) ou com Centros de Entrega de Documentos (CEDs).

“Temos interesse em também conceder essa permissão, melhorando as condições para o cidadão que mora no Paraná. Tanto aqueles que querem ou precisam viajar para os Estados Unidos quanto aqueles que precisam vir para cá”, afirmou o governador.

O embaixador dos Estados Unidos se mostrou solícito ao pleito paranaense e prometeu encaminhá-lo para as autoridades do setor. “Peço que se planejem em pensem na possibilidade de uma parceria para a diminuição de custos, com um ambiente compartilhado por exemplo ou a disponibilidade do serviço em alguns dias da semana. Façam a proposta que me comprometo a encaminhar”, disse Chapman.

ATRATIVOS – Ratinho Junior ressaltou que o Governo do Estado está investindo fortemente em infraestrutura para atender melhor os visitantes. Citou que quatro aeroportos, recentemente privatizados pelo governo federal, serão ampliados e remodelados.

O maior deles, o Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, tem previsão de investimentos de, pelo menos, R$ 566,2 milhões. A primeira fase prevê o aporte de R$ 431,3 milhões, entregando um bloco de obras entre 2023 e 2024. Na segunda fase, serão R$ 67,6 milhões, com obras para 2028 a 2030. Por fim, a terceira fase prevê R$ 53,7 milhões em investimentos, entregando entre 2038 e 2040.

Dentre as obras programadas para o local ainda na primeira fase, está a construção de uma terceira pista. Com 3 mil metros de comprimento, a pista será a maior do aeroporto e vai aumentar sua capacidade diária de operação, melhorando a agilidade das companhias aéreas e permitindo mais viagens internacionais. A construção foi incluída no edital após audiências públicas realizadas em 2020, como uma demanda do Governo do Estado e da sociedade civil.

Haverá também obras como a ampliação da área de embarque de passageiros, ampliação do pátio principal e construção de um novo pátio, criação de uma ponte de embarque, entre outros. A expectativa é que ele seja um dos mais modernos do País.

O foco é transformar o terminal internacional em um dos principais hubs logísticos aéreos do Brasil. O Governo do Estado mantém conversas adiantadas com a Azul Linhas Aéreas para que a operação da companhia seja centralizada no Afonso Pena. Ou seja, cerca de 100 voos diários ofertados pela Azul nacionalmente partiriam ou fariam escala no terminal que atende a Grande Curitiba.

Mais opções de deslocamento e mais gente circulando pela capital paranaense, proporcionando ainda mais facilidade para quem precisar tirar o visto norte-americano.

Outro ponto é que o aeroporto de São José dos Pinhais alcança um público potencial do estado vizinho, Santa Catarina. De acordo com estudos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Curitiba influencia diretamente mais de 650 municípios, com impacto direto em polos importantes de Paraná e Santa Catarina.

Fechou 2019, o último ano antes da pandemia da Covid-19, como 12º aeroporto mais movimentado do País com 6,3 milhões de passageiros em 64 mil operações. Além disso, foram outras 29 mil toneladas de cargas transportadas. Atualmente, de acordo com a Secretária de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, o Estado conta com 98 voos, partindo de seis cidades diferentes e interligando 15 destinos.

“Além disso estamos facilitando o acesso de quem precisa chegar e sair dos aeroportos com o planejamento de duplicar mais de 1.800 quilômetros de rodovias nos próximos anos”, destacou Ratinho Junior.

O Governo do Estado lançou nesta quarta-feira (16), em Palotina, na Região Oeste, o programa Emprega Mais Paraná. A ação desenvolvida pela Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) busca aproximar empresas com vagas disponíveis de potenciais candidatos usando a intermediação das Agências do Trabalhador, além de ofertar capacitação de mão de obra.

Um ônibus itinerante oferecerá os mesmos serviços em municípios que não contam com agências físicas. O Paraná conta atualmente com 216 unidades das agências do trabalhador espalhadas por 54% dos 399 municípios do Estado. A cerimônia de lançamento do programa ocorreu na sede da cooperativa C. Vale, uma das primeiras a aderir ao projeto.

“A obsessão do Paraná e do governo Ratinho Junior é a geração de empregos. E nada melhor para marcar o lançamento deste programa do que estar presente em uma região tão importante do Estado, que oferece milhares de postos de trabalhos por meio de cooperativas como a C. Vale”, afirmou o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost. “O foco do programa é fazer a intermediação entre empregado e empregador, se colocar à disposição para facilitar a contratação”.

Nesta primeira fase, para dar largada ao programa, as Agências do Trabalhador de Palotina, Toledo e Assis Chateaubriand já colocaram à disposição 170 vagas. São todas contratações voltadas para a construção civil, em projetos de expansão da própria C. Vale, Plusval e Frimesa – a C.Vale tem participação societária nas outras duas corporações.

Quando as obras forem finalizadas, em 2022, o Emprega Mais Paraná vai ofertar 2.164 postos para diferentes setores das indústrias em construção. Atualmente, somente a C. Vale emprega mais de 12 mil pessoas na região.

“O mundo busca duas coisas hoje: saúde e emprego. Nós temos isso em abundância aqui, ao oferecer qualidade de vida e 18.330 postos de trabalhos para um futuro breve”, destacou o presidente da C.Vale, Alfredo Lang. “Essa conta é só entre a C.Vale, Plusval e a Frimesa de Assis Chateaubriand”. O cálculo envolve a ampliação da industrialização de frangos, peixes e suínos.

Chefe do Departamento do Trabalho e Estimulo à Geração de Renda da Sejuf, Suelen Glinski explicou como o programa vai funcionar na prática. “Através do levantamento dos profissionais desempregados na região e da qualificação profissional, conseguiremos subsidiar a demanda dessas grandes empresas que estão se instalando nas regiões do Estado”, ressaltou.

De acordo com o planejamento da Sejuf, o programa iniciado no Oeste do Paraná será ampliado para outros municípios e regiões.

O Paraná receberá entre esta quinta-feira (17) e sexta-feira (18) mais 234.510 imunizantes contra a Covid-19, o que dará continuidade ao Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, as doses serão destinadas aos grupos prioritários e população em geral acima de 40 anos.

A primeira parte chega já no começo da noite desta quinta. Segundo o cronograma do Ministério da Saúde, as 143.910 doses do imunizante Comirnaty, produzido pela Pfizer/BioNtech, estarão no voo LA-4793, que pousa no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 19h05. 

As 90.600 doses da Coronavac/Butantan, parte de um lote de 1,8 milhão de doses distribuído a todo o País, chegarão ao Paraná na manhã de sexta-feira (18), às 10h05 (voo G3 1120). As duas remessas fazem parte da 25ª pauta de distribuição do governo federal.

A dinâmica será a mesma adotada desde o começo da pandemia. As vacinas serão levadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde serão armazenadas, cadastradas e separadas, de maneira proporcional, para todos os 399 municípios das 22 Regionais de Saúde.

“Nossa meta é fazer a vacina chegar rapidamente na população. Estamos nos aproximando de 5 milhões de doses aplicadas nos paranaenses, o que ajuda a controlar as manifestações mais graves da doença”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

VACINÔMETRO – O Paraná vacinou até o final desta quarta-feira (16) 3.466.304 pessoas com a primeira dose e 1.272.993 com as duas. É o sexto que mais imunizou no País em números absolutos.

Da redação

A XII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, marcada para o dia 29 deste mês, acontecerá na Câmara Municipal de Vereadores, das 13h às 17h.

Devido aos protocolos de segurança em relação a Covid-19, o evento será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Câmara Municipal e da Prefeitura.

Quem quiser participar da Conferência com sugestões e propostas, deverá fazer sua inscrição no CRAS até o dia 28 de junho 2021. Apenas 10 pessoas poderão participar presencialmente do encontro.

O tema desta edição é “Assistência Social: Direito do povo e dever do Estado, com financiamento público, para enfrentar as dificuldades e garantir proteção social”.

De acordo com o informe do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), o momento de realização das conferências é uma grande oportunidade para se avaliar em que medida a gestão compartilhada10 tem sido cumprida e assumida como responsabilidade política e pública por todos os atores envolvidos, como condição para: a consolidação do SUAS; a garantia de direitos socioassistenciais dos usuários e da proteção social não-contributiva; a contribuição para a equidade e a para a redução de desigualdades; a organização das ofertas de
modo condizente com as demandas da população brasileira; e a contribuição da Política de Assistência Social para a melhoria das condições de vida e empoderamento dos usuários.

Publicado Por:   carol

Fonte da Notícia: Boa Vista FM