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Data Publicacao:    2021-04-29 15:02:20

Da redação da Rádio Boa Vista FM

Texto e Fotos: Janaína Pazza

Dizem que beber uma taça de vinho tinto por dia faz bem ao coração. Uma bebida associada ao inverno, mas que é bem vinda em qualquer época do ano, nos traz uma sensação de aconchego e de bem-estar.

Cada cultura traz uma história própria sobre o surgimento do vinho, mas o que sabemos é que ele veio antes da escrita e acompanhou a evolução de várias civilizações em diferentes épocas. A Grécia foi um dos países que mais cultuou o vinho, porém, era bebido mais pelo efeito entorpecente do que pelo sabor. No Egito, há registros de 5 mil anos que mostram o consumo de vinho em rituais e celebrações. Para os romanos, o vinho era uma espécie símbolo e era levado para cada território que invadiam, como forma de impor sua cultura.

No Brasil, o vinho chegou logo após o país ser ocupado, em 1532. Brás Cubas, fundador da cidade de Santos, foi o primeiro a cultivar uvas por aqui. Em 1626, as primeiras videiras foram cultivadas no Rio Grande do Sul pelos jesuítas, pela necessidade da produção de vinho para utilização nas missas. Mas foi graças à colonização italiana, a partir de 1875, que despontou o crescimento da vitivinicultura gaúcha, trazendo o vinho como um hábito alimentar.

Negócio Familiar

A partir disso, o sul do Brasil passou a ficar famoso pela produção de ótimos vinhos. Nos três estados, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, há vinícolas de todos os tamanhos e muitas delas começam como um negócio familiar.

Em Boa Vista, temos um exemplo disso. A Família Breansini veio de Santa Catarina para cá trazida pelo seu Domingos, no final da década de 60. Foi ele que em 1995 começou a plantação das videiras, com cerca de 200 pés. Em 1998, fez a primeira produção de vinho. Dois anos depois, a propriedade de dois alqueires e meio já contava com 1.500 pés de uva, onde metade era destinada para venda, das variedades niágara branca e rosada, e metade de uva bordô para o vinho.

Seu Domingos contava com a ajuda do filho, Seu Antônio, que chegou ao Paraná com 10 anos de idade. Mais tarde casou-se com uma catarinense, dona Lourdes e tiveram dois filhos. O mais novo, Gerson, seguiu o caminho do pai e do avô e assim, como seus pais, continua vivendo na mesma propriedade cultivando as videiras. A família toda e também sua esposa Fátima, trabalham juntos na produção. “Em 2003 plantamos mais 1400 pés, todos de mudas retiradas aqui mesmo da propriedade, aumentando bem a produção”, conta Gerson. Com cursos especializados na fruta, a família expandiu a linha de produtos. “Ainda mantemos metade da plantação para uvas de mesa e metade para o vinho. Além do vinho, há 9 anos fabricamos o suco de uva integral também”.

Em nossa visita à vinícola, os equipamentos estavam guardados, pois nessa época, os cachos de uva estão começando a brotar. A colheita é feita em dezembro e janeiro. “Além da nossa família, durante a colheita, que também é a época da produção dos vinhos e sucos, contratamos funcionários, mas contamos com a ajuda de toda a vizinhança. Os vizinhos vem nos ajudar a colher”, diz Fátima.

Processamento

A uva colhida vai para a cantina, onde é processada. Ela passa pela esmagadeira, que separa a fruta dos cachos e sementes. Depois vai para a fase de fermentação, onde fica por sete dias, até que o vinho seja transferido para as pipas para a maturação final que dura quatro meses. Na vinícola, uma das pipas utilizadas ainda é feita de madeira, mas também há uso da pipa de polipropileno, que vem tomando mais espaço com a modernização dos equipamentos. Quando pronto, o vinho vai para as embalagens pet de 1,5L para ser vendido. O extrato da uva que sobra depois da fermentação é transformado em vinagre, também comercializado pela família.

Já para a fabricação do suco, o processo é diferente. As uvas não precisam ser maceradas e os grãos são fervidos em banho maria para a extração do sumo. A sobra dos grãos é aproveitada na produção de geléias de uva.

Para esta safra, a família estima que sejam colhidas 20 a 25 toneladas de uvas entre todas as variedades cultivadas. A produção de vinho deve ficar em torno de 4 mil litros. O dobro dos anos anteriores. Hoje as videiras ocupam dois hectares da propriedade, com 6.500 pés.

A venda do vinho começa pouco antes da chegada do inverno, nos meses de maio e junho. Toda a produção da safra é vendida antes da próxima colheita. As uvas para consumo são vendidas em várias cidades da região, enquanto os vinhos e sucos podem ser comprados diretamente na propriedade da família. Durante essa fase, onde os produtos estão vendidos e as uvas estão brotando, a família se ocupa com a limpeza e adubação das videiras e reforma da estrutura dos parreirais.

Consumo do Vinho Colonial

O vinho colonial, como este feito pela família Breansini, representa cerca de 70% do consumo do mercado brasileiro. É um vinho jovem e feito para ser consumido logo após a fabricação. Tem muito frescor e um aroma muito frutado. Ele é ideal para o dia a dia, por ser mais leve e possuir menor teor alcoólico. Pode ser harmonizado com praticamente qualquer prato, simples ou mais elaborado.

Fonte: Assessoria de Imprensa

A sonhada vaga para as oitavas de final do Campeonato Brasileiro da Série D não veio, mas não faltou luta, garra e dedicação para a equipe da Serpente Aurinegra. Com 33 jogos na temporada, o time do Cascavel tem 16 vitórias, 14 empates e apenas 3 derrotas no ano. Com 12 anos de fundação, esta foi apenas a segunda participação do clube de Cascavel no Brasileirão.

Mesmo dando um até breve para a competição nacional, disputa para a qual já está classificado para  2022, o torcedor tem motivos de sobra para comemorar e seguir apoiando o time, que também está classificado para a Copa do Brasil do ano que vem e ainda tem pela frente a final do Campeonato Paranaense.

Jogando a partida de volta do mata-mata neste sábado (18), no Estádio Olímpico Regional, a Serpente Aurinegra enfrentou o time do Cianorte. Em um jogo que começou muito disputado, quem saiu na frente foi o time do norte paranaense, que ampliou ainda na primeira etapa.

No 2º tempo, o time cascavelense entrou em campo focado em buscar o resultado, mas foi o adversário quem soube aproveitar melhor as chances fechando o placar agregado em 3×0.

O time comandado pelo técnico Tcheco inicia agora a preparação para enfrentar o Londrina na briga pelo título do Paranaense 2021. Além disso, a diretoria do Cascavel já começa também o planejamento para 2022, pensando na disputa de três competições: Campeonato Paranaense, Copa do Brasil e Brasileirão da Série D.

Confira a entrevista coletiva do técnico Tcheco

O JOGO

“É um jogo muito atípico pra nós em todos os sentidos, sair perdendo por 1×0. Tivemos que sair do planejamento estratégico que tínhamos para a partida. Sentimos um pouco o baque, até achar um posicionamento ideal. Depois da parada para a hidratação tivemos um comportamento melhor, criamos oportunidades com o Libano e volume de jogo”.

SEGUNDO TEMPO

“Com a expulsão do Robinho, ficou difícil ter a reação imediata, pelo calor e pedi para acharem um posicionamento para chegar ao intervalo e arrumar a casa. Sofremos o segundo gol antes disso e com um a menos e o resultado adverso de dois gols, as coisas tomaram uma dimensão muito difícil de reação. Tentamos organizar uma situação no vestiário onde fomos para arriscar, com um propósito de reação de início colando o time de mano com nosso sistema defensivo com o ofensivo deles. Mas não tivemos êxito, e aí quando eles fizeram 3×0, sacramentaram nossa derrota”.

A DERROTA

“Derrota amarga, difícil de engolir porque é a primeira em casa e justamente em uma classificação que gostaríamos tanto para dar ao nosso torcedor, mas principalmente para a diretoria e o presidente do Cascavel, que tem um projeto muito bonito. Ficamos tristes porque sentimos que com essa equipe nós teríamos condições de ir muito adiante. Mas o futebol não perdoa, primeiro jogo poderíamos fazer um resultado muito melhor, principalmente quando eles tiveram um jogador a menos, não conseguimos. Isso não tira o mérito do Cianorte”.

FINAL DO PARANAENSE

“Nos resta agora a final do Paranaense que é uma questão de honra pra nós buscarmos esse título, para dar ao torcedor, diretoria. É uma final inédita, temos que tentar fazer deste jogo algo para honrar nossa temporada que foi construída de forma muito bonita”.

Camisas e produtos oficiais

O torcedor que deseja adquirir os produtos do Futebol Clube Cascavel pode se dirigir até umas das lojas oficiais do clube, que estão localizadas na Avenida Brasil: container em frente à Havan e kombi em frente às Pernambucanas.

Fonte: Agência Brasil/Foto: Marcelo Camargo

Em ranking divulgado hoje (20) pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o Brasil ocupa a 57ª posição no Índice Global de Inovação (IGI) entre 132 países. O país subiu cinco posições em relação ao ano passado, mas está 11 posições atrás de sua melhor colocação, 47º, alcançada em 2011. A classificação começou a ser publicada anualmente em 2007.

As principais fraquezas do país apontadas no ranking são Formação bruta de capital, Facilidade para abrir uma empresa, Facilidade para obtenção de crédito e Taxa tarifária aplicada. Os maiores avanços do Brasil em relação aos dados de 2020 se deram nos indicadores de Crescimento da produtividade no trabalho e de Gastos totais com software.

Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a colocação brasileira é incompatível com o fato de o país ser a 12ª maior economia do planeta, em 2020, e com a realidade de ter um setor empresarial sofisticado. Para o presidente da entidade, Robson Andrade, os investimentos em ciência, tecnologia e inovação são fundamentais para a competitividade do país no cenário internacional.

“Uma estratégia nacional ambiciosa, que priorize o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação para o fortalecimento da indústria, tornará a economia mais dinâmica, promovendo maior equidade e bem-estar social”, afirmou.

O IGI é um dos principais instrumentos de referência para dirigentes empresariais, formuladores de políticas públicas e aos que buscam conhecimentos sobre a inovação no mundo. As diferentes métricas do ranking podem ser usadas para monitorar o desempenho de um país, comparando-o com economias da mesma região ou mesmo grupo de renda.

Fonte: Agência Brasil/ Foto: Pref de Três barras-SC/Divulgação

A pandemia de covid-19 pode ter feito com que mais de 1 milhão de cirurgias eletivas e emergenciais tenham deixado de ser feitas no Brasil em 2020. A estimativa consta de um artigo do Programa de Cirurgia Global e Mudança Social da Harvard Medical School, publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas.

O levantamento usou dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, sobre o número de cirurgias feitas no país no período de 2016 a 2020. Por meio de um modelo estatístico, a pesquisa estimou o volume cirúrgico esperado para o período de pandemia, entre março e dezembro do ano passado..

Ao comparar o número esperado com os dados reais fornecidos pelos estados, verificou-se um acúmulo de mais de 1,1 milhão de cirurgias, a maioria delas (928.758) eletivas, aquelas que não são consideradas de urgência.

Segundo o professor Rodrigo Vaz Ferreira, da Universidade do Estado do Amazonas, um dos coautores do estudo, o resultado é similar ao de outros países com grande volume de intervenções cirúrgicas. “Por um lado, essa redução se explica pela priorização de procedimentos mais urgentes, realocação de recursos e manejo dos profissionais de saúde durante a pandemia”, destaca Ferreira, que faz pós-graduação na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

De acordo com a pesquisa, os estados com políticas governamentais mais rígidas de contenção do vírus, como fechamento de escolas, locais de trabalho e proibições de viagem, conseguiram manter o nível de funcionamento das cirurgias de urgência, graças à preservação de recursos e leitos, apesar do grande atraso nas cirurgias eletivas.

“A análise de tais dados pode informar políticas públicas que atenuem os efeitos desse acúmulo, além de prevenir crises futuras. Temos que estar preparados, incentivar a população a se vacinar e respeitar as medidas sanitárias locais, pois isso contribui para a preservação dos serviços plenos de cirurgia”, ressalta Fábio Botelho, cirurgião do trauma e pediátrico, pesquisador na Universidade McGill, no Canadá, e coautor do estudo.

Fonte: Agência Brasil / Foto: Marcello Casal Jr

Indicador da Serasa Experian de abril de 2021, mostrou que 56,4% das dívidas de consumidores inadimplentes no Brasil são pagas em até 60 dias, principalmente no segmento de Utilities (67,4%), que abrange água e energia. Na sequência estão Bancos e Cartões, com 62,6% de dívidas quitadas no período. Este é o Indicador de Recuperação de Crédito, que exibe o percentual de dívidas pagas em até 60 dias após a negativação.

O economista da Serasa Experian Luiz Rabi avalia que o fato de os percentuais de recuperação das dívidas estarem menores nos últimos dois meses – março/21 (56%) e abri/21 (56,4%) –, em relação aos do início do ano (58,8% em janeiro e 59,3% em fevereiro), pode estar relacionado com a aceleração da inflação no período, o que acaba corroendo o poder de compra da população e dificultando a quitação das dívidas em atraso.

Ele sugere que os credores proporcionem descontos e facilidades de pagamentos aos seus clientes em débito, a fim de conseguirem aumentar os seus percentuais de recuperação neste momento de inflação acima do previsto.

O indicador revelou um padrão: as dívidas mais recentes tendem a ser mais recuperadas, enquanto aquelas com mais tempo de existência têm o percentual de quitação mais baixo. Considerando compromissos que estavam vencidos há 30 dias, 74,3% foram quitados; de 30 a 60 dias, 42,4%; de 60 a 90 dias; 31,0%; de 90 a 180 dias; 28,3% entre 180 dias e o primeiro ano e 16,3% entre um e mais anos.

“O esquecimento é muito comum no caso de dívidas mais antigas. Muitas vezes quando a pessoa recebe a notificação de inadimplência, se lembra e realiza o pagamento. Além disso, há também a questão das multas e encargos moratórios que vão encarecendo as dívidas vencidas com o passar do tempo. Por fim, a priorização das contas a pagar também é um fator já que, devido ao atual cenário econômico, os consumidores com dificuldades financeiras acabam escolhendo qual será paga e qual será postergada para o próximo mês”, explicou Rabi sobre os motivos desse movimento.

2020

A Serasa Experian avalia que a pandemia de covid-19 e os desafios econômicos impostos no período fizeram com que, na média de 2020, 57,2% dos registros de negativação fossem recuperados no horizonte de 60 dias após a comunicação do credor, porcentagem menor que 2019, quando o índice ficou em 59,2%.

O indicador mostrou ainda quais valores são quitados com mais facilidade: em 2020, aquelas dívidas acima de R$ 10 mil tiveram recuperação de 70,4%, enquanto o intervalo de R$ 1 mil a R$ 2 mil teve retorno de 53,4% das contas.

“O aumento do desemprego e a redução da renda das pessoas fizeram com que muitos demorassem mais para pagar as contas atrasadas. Pelos dados, observamos que a maior parte priorizou o pagamento de dívidas mais caras, que costumam estar relacionadas a imóveis ou veículos. Elas geralmente têm o bem como garantia, ou seja, para não perder a aquisição os consumidores ficam inclinados a honrar o compromisso financeiro”, disse Luiz Rabi.

O Comitê Mulher da Cooperativa Sicredi Fronteiras já começou a arrecadação de brinquedos novos ou usados (em bom estado) na agência de Boa Vista da Aparecida.

Esse movimento ocorrerá até o dia 12 de outubro, quando Sicredi realizará a entrega dos brinquedos arrecadados às entidades parceiras escolhidas no município.

Que tal fazer o dia das crianças ser ainda mais mágico?

Realize sua doação na agência ou através da chave PIX (e-mail): facoparte@sicredi.com.br.

O valor arrecadado em dinheiro será usado para a compra de brinquedos.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Prefeitura Municipal de Boa vista da Aparecida.

O município de Boa Vista da Aparecida tem feito a lição de casa e cumprido à risca a meta de vacinar a maior quantidade de pessoas possível contra a covid-19.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, atualizados no último dia 10, o município já vacinou, com a primeira dose, 99% da meta estipulada entre a população acima de 18 anos, superando a maior parte dos municípios que compõem a 10ª Regional de Saúde, com sede em Cascavel.

Segundo as estatísticas oficiais, a meta de Boa Vista da Aparecida é vacinar um contingente populacional de 5.715 pessoas. Deste montante, 5.659 pessoas já foram vacinadas com uma ou duas doses, restando apenas 56 que ainda não buscaram as unidades de vacinação.

A maior parte dos indivíduos que ainda não foi imunizada está na faixa etária entre 25 a 29 anos. Na área da 10ª Regional, o percentual de vacinados, até agora, é de 90,5%.

Da Redação/Fotos: Janaína Pazza

Boa Vista da Aparecida é terra de gente boa, gente que sabe fazer as coisas. Na pequena cidade com pouco mais de 7 mil habitantes, encontramos gente que nasceu aqui mesmo, gente de outros lugares do Paraná e também aqueles que vieram de outros estados do sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Todos com o objetivo comum de encontrar aqui o seu caminho e construir sua vida.

E foi lá de Xanxerê (SC) que veio o seu Olivo Bassoli, adolescente, com seus pais e irmãos. “Meu pai veio antes, construiu o Hotel Cattani, e depois veio a família toda. Tínhamos o sítio e eu fui trabalhar na roça. Me casei, morei por dois anos em Capitão”, conta Bassoli.

Mas Olivo trouxe com ele a tradição do pai e do avô em produzir cachaça e aproveitou uma oportunidade. “Achei um alambiquinho pra comprar, era pequeno, produzia 20 a 25 litros de cachaça por vez. Comecei a plantar cana e fabricar. Esse alambique antigo me serviu por 31 anos”.

Por 31 anos o pequeno alambique produziu cachaça. Hoje decora a propriedade da família.

As vendas aumentaram e a necessidade de produzir mais chegou há 16 anos. Foi aí que seu Olivo investiu em um novo alambique, com maior capacidade. “Procurei o Sebrae, plantei mais cana, construímos este espaço aqui e com o novo alambique a produção aumentou para 70 litros por lambicada”. Com a nova estrutura, foi possível fazer três produções por dia, resultando em mais de 200 litros de cachaça diariamente. O alambique maior trabalhou por 15 anos e há cerca de um mês, a família adquiriu um novo, com a mesma capacidade.

Sala de destilação

Qualidade

O processo é familiar e artesanal. Colaboradores contratados auxiliam para cortar e transportar a cana da lavoura até a cachaçaria. A partir daí, a fabricação é feita por Olivo, o genro Adair e o neto Gabriel. A cana é moída no engenho e o caldo vai para a fermentação por 24 horas em grandes dornas. Quando está no ponto, o vinho da cana segue para a destilação no alambique de cobre. Os vapores são condensados por resfriamento e saem na bica com alta concentração de álcool. Nesta etapa, o álcool inicial e o final não são utilizados para a cachaça. Os primeiros 10% de vapores condensados possuem teor alcoólico de mais de 60% e alta presença de metanol. Já os últimos 10% saem com teor alcoólico de 14% e assim como o líquido inicial, são impróprios para o consumo. Assim, o coração da produção é enviado para o armazenamento em barris de inox ou de madeira.

Segundo Olivo, a qualidade da cachaça é determinada primeiramente com a cana. “Quando ela é cortada, eliminamos as pontas e somente o coração é que vai para a moagem”. A doçura da cana pode variar, portanto, após a moagem é feita a padronização do brix. “Nós medimos o teor de açúcar e se estiver muito alto, é necessária uma correção com água para chegar na escala ideal e não prejudicar a atividade da levedura. Aqui a qualidade da cachaça é sempre a mesma, com graduação alcoólica de 38 ou 39 por cento. Não misturamos nada”, explica.

O genro Adair, iniciando a produção com a moagem da cana

A escolha de onde a cachaça será armazenada na fábrica do seu Olivo é o que determina o produto que será comercializado. Cachaça branca ou amarela. Para ser considerada envelhecida, a cachaça deve ficar armazenada por mínimo um ano em madeira. A cachaça amarela do seu Olivo é envelhecida em barris de cabreúva. Em sua fábrica, há barris com mais de 100 anos. Já a cachaça branca é armazenada em dornas de inox.

O envasamento e rotulagem é manual e feito conforme as vendas. Durante a safra, a fábrica produz 33 mil litros de cachaça. “Este ano, como atrasou a chegada do novo alambique, o tempo de produção ficou menor e deve render pouco mais de 20 mil litros”. Essa quantidade não é vendida durante todo o ano e fica armazenada, envelhecendo. “Quanto mais velha, melhor, então ela fica ali nos barris envelhecendo, resultando em produtos diferentes. Estou com uma produção pronta para a venda com envelhecimento de 6 anos”.

Seu Olivo com os barris de mais de 100 anos, usados para o envelhecimento da cachaça

Safra

A produção acontece de junho a dezembro, durante a safra da cana. Os canaviais tem um ciclo de cerca de 7 anos, depois disso devem ser eliminados e novas mudas são plantadas. Durante o verão, a família trabalha em outras atividades, como a produção de tilápias, que antes eram comercializadas ainda na fase alevina e no último ano passaram a ser engordadas para venda no quilo. “É depois da safra da cachaça que lidamos mais com os peixes e temos também tempo para descansar e visitar alguns parentes”.

Além do genro e do neto, a esposa de seu Olivo, dona Jurema e a filha Luciana também trabalham na propriedade. “Tenho quase 70 anos e são 45 deles produzindo cachaça. Estou satisfeito por continuar a tradição da família, por cumprir essa missão e estar passando para frente também, pois meu genro e neto gostam de fazer cachaça e vão continuar com essa tradição. Muita gente vem aqui e acha bonito ver a família toda trabalhar junta”.

Recentemente a Cachaça Boavistense, como foi batizada, foi legalizada e passou a ser vendida em estabelecimentos comerciais de Boa Vista e Capitão Leônidas Marques. Mas a grande parte da produção ainda é vendida na propriedade, onde pessoas de todo o Brasil aproveitam a passagem pela cidade para provar a cachaça feita aqui.

Cachaça Boavistense

Fonte: Assessoria de Comunicação

No último sábado (28), a Secretaria Municipal da Saúde realizou o dia “D” da repescagem de vacinação contra a Covid-19.

Pessoas que ainda não haviam tomado nenhuma dose da vacina contra a Covid-19, foram imunizadas com a primeira dose. Compareceram mais de 200 pessoas durante todo o sábado para serem imunizados com a vacina. “Os profissionais da saúde do nosso município não mediram esforços para atender este público e garantir a saúde e qualidade de vida dos nossos munícipes“, destaca Rildo Peloso, secretário de saúde.

A Prefeitura Municipal de Boa Vista da Aparecida lembra que todas as terças e quintas-feiras a campanha de vacinação contra a influenza e Covid-19 segue normal nas UBS’s de sua referência. Ao se vacinar, é necessário estar em posse da carteira de vacinação e CPF.

Fonte: Agência Brasil – Foto: Tânia Rêgo

Pesquisadores brasileiros mostram que a efetividade das vacinas contra a covid-19 é impactada pela idade de quem toma a dose. De acordo com estudo feito com 75,9 milhões de pessoas imunizadas com as vacinas Oxford/AstraZeneca e CoronaVac, há uma redução da proteção com o aumento da idade. Esses dados, segundo os especialistas, podem ajudar a orientar decisões de saúde pública, incluindo a necessidade de doses adicionais ou de reforço. 

A pesquisa, que envolve diversos pesquisadores de diferentes instituições, é coordenada pelo pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Manoel Barral-Netto. O estudo, divulgado esta semana, traz dados são de pessoas vacinadas no Brasil, coletados entre 18 de janeiro e 24 de julho de 2021. 

Os resultados mostram que, com as duas doses, ambas vacinas oferecem proteção contra casos moderados e graves de covid-19 e são efetivas na proteção contra a infecção, hospitalização e morte. Em geral, aqueles que tomam AstraZeneca/Fiocruz têm proteção de 90,2% contra óbito e, aqueles que tomam CoronaVac, 73,7%.

Considerando, no entanto, a faixa etária das pessoas que tomaram os imunizantes, aqueles com idade entre 80 e 89 anos que tomaram a vacina AstraZeneca/Fiocruz obtiveram um índice de proteção contra morte de 89,9%, enquanto aqueles que tomaram a CoronaVac obtiveram uma proteção de 67,2%. Acima dos 90 anos, esses índices ficaram em 65,4% entre vacinados com AstraZeneca/Fiocruz e 33,6% entre aqueles imunizados com CoronaVac. 

Esses números, segundo os pesquisadores, mostram que pode ser necessária uma dose de reforço vacinal nos indivíduos acima dos 80 anos que receberam CoronaVac e naqueles acima de 90 anos imunizados com a AstraZeneca/Fiocruz. Os dados mostram que essas idades, em um contexto em que há uma disponibilidade limitada de vacinas, como ocorre no Brasil, devem ser priorizadas. Os resultados da pesquisa foram apresentados ao Ministério da Saúde e ao grupo de especialistas em vacina da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A queda de efetividade com a idade ocorre também com outras vacinas, de acordo com os pesquisadores. Já havia, portanto, suspeita de que o mesmo ocorreria com as vacinas contra a covid-19. O estudo mostra qual é a idade que merece maior atenção.

Nessa quarta-feira (25), o Ministério da Saúde informou que iniciará, na segunda quinzena de setembro, a aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 em “todos os indivíduos imunossuprimidos após 28 dias da segunda dose e para as pessoas acima de 70 anos vacinados há 6 meses”. 

Participaram do estudo pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia); do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia); da Universidade Federal da Bahia (UFBA); da Fiocruz Brasília; da Universidade de Brasília (UnB); da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); da Universidade de São Paulo (USP); da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ); e da London School of Hygiene & Tropical Medicine. 

Publicado Por:   carol

Fonte da Notícia: Boa Vista FM